O QUE PENSAMOS SOBRE O QUE FAZEMOS:
APRENDER A VIDA NA VIDA
OU…
UM POUCO DE NÓS PARA VOCÊS

BOA LEITURA!

Ensinar a ser, fazer aflorar o melhor de cada um e ainda proporcionar o aprendizado dos conceitos que a humanidade construiu até aqui, num grupo de muitos outros, tão iguais e tão diferentes, sabendo da responsabilidade dos impactos que isso proporcionará pela vida toda de cada um, isso é fazer educação na Escola Vida.

Aprender na Vida é participar de uma jornada de conhecimento. Aprender é processo amplo, que inclui conhecimentos acadêmicos e práticos, além do exercício cotidiano de regras de convivência, colocando em ação valores como ética e respeito que devem estar sendo construídos pela família.
A meta é ter o aluno no centro de tudo o que se propõe, proporcionando histórias de vida repletas de sucesso e de alternativas para o enfrentamento dos dissabores inevitáveis.

Compreender o mundo a sua volta, ter paixão pela descoberta, usar a criatividade para a vida, ser capaz de refletir, criticar e argumentar suas ideias, são pressupostos de construção.
Quanto melhor a educação, maiores as possibilidades de vida, maior a janela de escolha profissional.

A consistência é o cuidado necessário, tudo tem uma razão de ser; ou é alicerce ou é exercício; ou estamos preparando o solo para a semente ou estamos verificando se a planta está crescendo. Uma educação instigante que propõe ao aluno a busca por respostas, por novas perguntas e a compreensão da vida.

O que uma criança precisa saber hoje para ser bem sucedida (feliz) pessoal e profissionalmente no futuro?

Como não conhecemos o futuro não sabemos o que nossas crianças precisarão, mas sabemos que se ela souber aprender, gostar disso, tiver autonomia, iniciativa e traquejo no trabalho em grupo estará pronta aos desafios do mundo desconhecido a sua frente.

O potencial de cada um move nossa ação. Estímulos diários em atividades individuais ou em grupo exercitam o aprendizado de cada habilidade, de cada competência a ser adquirida e transformada em conhecimento.

“Errar é humano”, ditado popular; sim, o erro faz parte do processo de aprender, o erro é hipótese, pode ser experimentado, testado, sem medo, até a elaboração do conhecimento; afinal, minha casa ou minha caza, são a mesma casa; 2 + 2, 2 e 2, 2 ou 2 são coisas bem diferentes. Quem nasceu sabendo?

Mundo diverso, histórias, causas e consequências, conexão, rede, teia. É assim que a humanidade caminha. Desenvolver ideias sobre como o mundo se constitui, poder pensar sobre isso e encontrar possibilidades para melhorá-lo, respeitando as outras pessoas e suas ideias (do bem), são habilidades que fazem a diferença.

A conquista da autonomia que lhe permite escolher o melhor caminho precisa ser fundamentada com comunicação, raciocínio lógico e conhecimento. O exercício dessa competência começa por segurar a mamadeira com as próprias mãos, pelo caminhar sozinho, pelo carregar a sua mochila, por guardar os brinquedos com que brincou (mesmo que tudo isso tenha nossa ajuda nos primeiros tempos), e essa lista vai aumentando sem parar.

Assim, desde muito cedo, a criança descobre ser apta a viver confiantemente dentro de um ambiente seguro que a acolhe e que é capaz de lhe propor desafios cada vez maiores.
Saber argumentar sobre suas ideias é importante, mais importante é ter ideias e poder ouvir as ideias das outras pessoas; novas informações, pontos de vista diferentes para que se possa flexibilizar o pensamento, habilidade extremamente importante num mundo que muda velozmente.

A intencionalidade é a bússola que guia o fazer da Escola Vida; criar na criança o desejo de fazer perguntas, procurar por respostas, não agir passivamente e ser a responsável por sua aprendizagem, analisando seu próprio desempenho para que tenha consciência de seus esforços; fazer com que cada estudante perceba que na vida nada acontece por encanto. Há que se ter envolvimento e compromisso.

Como seres sociais vivemos em comunidade e usamos a linguagem para nos comunicar. Inicialmente só nosso corpo fala e a medida que nos desenvolvemos a fala aparece como forma de comunicação. Quanto mais uma criança é estimulada a se comunicar, melhor será sua socialização e a qualidade da sua interação no grupo. Um ambiente provocativo em casa e na escola é importante.

Num mundo cada vez mais acessível, o domínio de uma segunda língua se faz importante para que possamos formar cidadãos para o mundo, preparados para serem membros atuantes dessa sociedade de transformações rápidas e frequentes.

A leitura é a porta de entrada da aprendizagem para a vida inteira, portanto, é coisa muito séria. Gostar de ler é importante e isso começa em casa quando a criança ouve a leitura dos pais e vê seus pais lendo (queria que todas as crianças tivessem pais alfabetizados e acesso aos livros infantis – aqui, na nossa realidade temos esse privilégio). Uma história por dia, que tal? Com os maiores, leitura em capítulos, pais leitores proficientes, atividade em família, coisa boa!

Participar da leitura oral, feita por leitores fluentes, leitura compartilhada com colegas (ou pais) e leitura individual de acordo com a atividade ou competência de cada um é uma prática que deve ser diária e prazerosa.

O papel da família é fundamental e a parceria com a Escola imprescindível na fluência da leitura. Crianças aprendem pela imitação, pelo exemplo, só depois com independência. Mãos à obra!

O pensamento da criança caminha do que é concreto (que pode ver ou manipular), ao abstrato e o ensino da matemática percorre esse mesmo caminho. Matemática é vida, levar a vida para dentro da sala de aula é a intenção. Seriar, classificar, quantificar, numerar, calcular, operar, estimar, fracionar, etc., são ações do nosso dia a dia que precisam ser assim colocadas pela Escola e utilizadas em casa. Matemática não é conteúdo exclusivo da escola, contar brinquedos, guardá-los em seus lugares (carrinhos com carrinhos, bonecos com bonecos – classificação), dividir o bolo ou a pizza, são apenas alguns exemplos. Montar um calendário de eventos e rotinas da família mostra à criança o tempo (abstração maior) é a matemática em ação.

As propostas científicas têm sempre o desejo de fazer a criança observar o mundo de forma cada vez mais rica e detalhada, colocando luz e foco. Curiosidade ela já tem, precisamos instigar à pesquisa e à experimentação, o professor precisa revelar-se ativo e com propostas curiosas para poder atrair o pensamento científico e engajar a criança na busca do conhecimento.

A tecnologia, como não poderia deixar de ser, está presente para potencializar o aprendizado. Na Escola toda a relação da criança com a tecnologia está sob a supervisão dos professores que colocam limites no tempo de uso das ferramentas permitidas, usadas sempre com finalidade pedagógica.

As artes, em todas as suas formas, permeiam as aprendizagens de cores, movimentos, sons, expressões comunicativas da beleza de ser quem somos. Somos mais que um ser que trabalha, somos gente que cria.

O jogo e seus desafios encantam e estimulam. Quanto mais instigado a resolver um desafio, mais emoção e desejo. É no lúdico que gostamos de transitar.

Nosso corpo, nossa casa divina, precisa de cuidados e atenção, da alimentação ao desenvolvimento harmonioso, da brincadeira às habilidades motoras, o uso de regras para poder brincar, jogar, conviver.

O sagrado, sempre presente em nosso fazer, na presença do divino, da essência de quem somos e da nossa presença nesse mundo lindo e perfeito que nos é dado para cuidar. Respeito à natureza, ao outro como parte dela e a nós mesmos. Aceitação da diferença proporcionada pela presença de muitos outros e de tantas ideias quantas possíveis para colorir o mundo. E que sejam todas do bem!
Assim são nossos dias e nossas preocupações, buscando sempre o que acreditamos ser uma Educação de qualidade que gostaríamos que todas as crianças pudessem ter.

Diná Araujo Vaucher
Diretora Pedagógica e Orientadora Educacional